fev
05
2016
Defasagem na tabela do Imposto de Renda em 2015.

Em janeiro foi divulgado um estudo pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional) que afirma que os brasileiros estão pagando mais imposto do que o necessário. No post de hoje, confira um pouco mais sobre essa defasagem.

A defasagem da tabela do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF) chegou a 72,2% em 2015, após um período de 20 anos. Enquanto de 1996 a 2015, a inflação foi de 260,9%, a correção realizada pelo governo ficou em 109,6%, diz o Sindifisco.

No ano passado, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 10,67%, no maior patamar em 13 anos, enquanto a correção na tabela do imposto ficou em 5,6%, representando uma defasagem média de 4,81%. Uma pessoa com renda mensal de R$ 4.000 paga atualmente R$ 263,87 de IR. Caso a defasagem na tabela fosse solucionada, o mesmo contribuinte pagaria R$ 57,15, mostra o estudo.

Para Dantas, com essa defasagem, trabalhadores assalariados saem bastante prejudicados. “Infelizmente, não tem como escapar. O contribuinte pessoa física acaba pagando mais tanto no Imposto de Renda como nos produtos que consome, que ficam mais caros pelo aumento do imposto”.

No documento, o Sindifisco aponta que “o ano de 2015 registrou a maior defasagem anual dos últimos dez anos”, e que ao não corrigir integralmente a tabela do IR, o governo “se apropria” da diferença entre o índice de correção e o de inflação, reduzindo a renda disponível de todos os contribuintes.

Quando o estudo foi divulgado, o presidente do Sindifisco Nacional, Cláudio Damasceno, ressaltou que com a volta da inflação ao patamar de dois dígitos, as classes de menor renda são as mais prejudicadas.

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Fonte: Jornal Contábel
Imagem: Revista Imóveis

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